Almodóvar baseia seus filmes em suas lembranças, nas histórias que chega a seus ouvidos e nas inspirações que as leituras do dia-a-dia sugerem. Redesenha então a história com suas cores e personagens tão exagerados (e tão reais).  

Antonioni pega uma história, um momento, um fragmento e o districha sem piedade. Abre mão de contar história contínua e volta sua lente para analisar determinado fato. 

Ambos os diretores são exemplos de criatividade no cinema. Sempre há um frescor, uma novidade, um tesão inédito de assistir seus filmes. Isso, de fato, não é para qualquer um. 

Fellini, pra mim, é o exemplo-mor. Poderia aqui abrir o leque de sua filmografia e divagar semióticamente (e emocionalmente) seus filmes. Mas apenas uma obra (-prima, é bom ressaltar) é o bastante pra gente abrir esse blog aqui. 8 ½ não é só um dos melhores filmes do mundo (também é o meu preferido, o que é mais importante), como é o maior defensor do ditado cabeça vazia, oficina do diabo. Sim, e quando o diabo resolve trabalhar é uma maravilha. Fellini entrou em uma crise criativa em seu momento mais star, a pressão por um novo filme era imensa. O que falar em uma nova obra? Fez então da ausência de idéia combustível para sua história. O título? Simples. O filme que quase não saiu do papel (e não saiu mesmo) é o 8 ½ trabalho de Fellini (o ½ é um episódio que completa o longa Boccaccio ‘70, que Fellini dividiu com 2 diretores). 

 eu tenho 22 anos e não tenho nada em minha filmografia. Tenho uma certa necessidade de falar, mas passei bem longe dos blogs nos últimos tempo. Meu primeiro foi na adolescência, em forma de diarinho. O segundo já mesclava divagações pobres com… diarinho. O terceiro tentou se aventurar num estilo de escrita rápida (influência talvez de Rubem Fonseca, Patrícia Melo e João Ubaldo). Tentei até criar um pseudônimo para criar um 4° e falar diretamente sobre.. hã… coisas que geralmente a gente não conta. Esse último não foi pra frente, teve apenas 3 posts que nem cheguei a divulgar.  

Não há nada de Almodovar, Antonioni e Fellini em mim. Talvez apenas os hiatos criativos e a prepotência de colocar esse nome no blog. 

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