Última parada 174

Cena de "Última parada 174"

No blog Para Inglês Ler, da jornalista Flávia Guerra, tem notícias muito legais sobre o cinema brasileiro visto lá fora. Como o Linha de Passe, último longa do Waltinho com a Daniela Thomas, que está causando burburinho e ganhando mais publicidade que o novo do Guy Ritchie, Rock’n’rolla; notícias do filme do Jean Charles; e também uma discussão em torno da violência brasileira, debatido dentro de um curso de documentário que passou Ônibus 174, documentário de José Padilha, para os alunos.

 

Não acho que Linha de Passe e Última Parada 174 sejam novos filmes para o filão de “cinema de favela”, mas uma coisa é certa, nunca tivemos tanto contexto para discutir essa visão da violência.

Flávia Guerra conta que no curso foi mostrado um trecho do documentário onde o seqüestrador pede para à refém fingir desespero em frente às câmeras – uma negociação direta, um trato. A professora então pergunta:

Há algum brasileiro na sala? Se sim, me expliquem: É comum assim no Brasil que a vítima negocie com o seqüestrador, com o ladräo, com o bandido? Vocês, brasileiros, entendem sempre que por trás de um criminoso há sempre uma história de vida que o leva até o ponto em que chega?”

A reposta na sala de aula foi: “Sim, há uma cultura implicíta, e até explícita, que ensina todos brasileiro a lidar com a criminalidade de uma forma cotidiana.”
Talvez isso explique porque não quis esmurrar a criança que tentou me roubar, me furando com um caco de garrafa quebrada.

 

One Response to ““Lidando com a criminalidade de uma forma cotidiana””


  1. Final categórico!
    Tanto na realidade quanto na ficção, nós (pelo menos eu) tenho essa tendência a querer enxergar o história do cãozinho arrependido por trás da violência!
    É a vida….


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